Afinal, era verdade...
Publicado segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 | Por: Hélio Bernardo Lopes
De um modo que já não pode negar-se, tem-se vindo a operar, e perigosamente, uma aceleração da História, sobretudo, depois da queda do comunismo na antiga União Soviética. Uma realidade que também tem ajudado a que muitos factos que noutros tempos levavam décadas a esclarecer, o tenham sido em curto espaço de tempo. Um desses factos foi o que se ligou com a intervenção da WikiLeaks, e outro, vindo agora ao nosso conhecimento, o que se deu com a célebre pedra-espião, agora cabalmente esclarecido.
Há já uns anos, a Rússia de Putin acusou o Reino Unido de Blair de operar espionagem através de certa pedra, contendo no seu interior uma estrutura eletrónica adequada, e encontrada pela contra-espionagem russa. E, como usualmente nestas situações, o Governo britânico desmentiu. De resto, e durante muitas décadas, o Reino Unido recusou sempre que possuísse serviços de espionagem, que seria coisa ligada aos piores sentimentos e princípios. Bom, há uma década e meia, finalmente, lá se determinou a reconhecer que os mesmos existiam realmente e desde há muitas décadas.
Pois, desta vez, em torno do caso da pedra-espião, o ex-chefe de gabinete de Blair, em certo programa televisivo inglês, lá veio reconhecer a verdade que os russos de Putin tinham apontado: a pedra-espião, afinal, era mesmo uma estrutura da espionagem britânica, a operar na Rússia.
Claro que ninguém com um mínimo de conhecimento destes temas alguma vez terá pensado o contrário, para o que bastaria olhar a quem serviria tal artefacto e como poderia ser usado no plano público por qualquer dos contendores em causa. Como se tornava evidente, a pedra-espião só poderia servir, primacialmente, os interesses e a estratégia britânicos. E do Ocidente, claro está.
Simplesmente, este caso, tendo em conta o que se passou com as recentes eleições russas, de parceria com as inoportunas declarações de Hillary Clinton e MichailGorbachev, permite olhar para trás na História, percebendo, afinal, o que deverá ter-se passado com a morte de AlexanderLitvinenko. De molde que a pergunta a colocar é esta: tendo em conta este caso agora explicado da pedra-espião, a quem serviria a morte de Litvinenko? Bom, aos russos é que não era…
Hoje, depois de se saber, por fonte oficial, que a pedra-espião era britânica, percebe-se que o modo de pôr em causa Vladimir Putin terá determinado o homicídio de AlexanderLitvinenko. Os que se viram descobertos com a pedra-espião passaram, num ápice, a precisar de um argumento de aparência forte contra Putin. Esse argumento foi a morte de Litvinenko. Eu mesmo já há muito escrevi sobre esta realidade, mas muito longe dos efeitos da aceleração histórica agora protagonizados pelo antigo chefe de gabinete de Blair.
Mais recentemente, esta vertente de tentativa desacreditadora de Vladimir Putin continuou a ser tentada, mas de um modo muitíssimo fraco, tanto pela inoportuna intervenção de Hillary Clinton, como pelas reveladoras palavras de MichailGorbachev, de há muito reconhecido como um homem de mão dos Estados Unidos na Rússia. Uma realidade que vem já, no mínimo, do tempo de William Casey à frente da CIA. Enfim, fez-se luz sobre uma realidade que sempre havia sido para mim evidente.
Há já uns anos, a Rússia de Putin acusou o Reino Unido de Blair de operar espionagem através de certa pedra, contendo no seu interior uma estrutura eletrónica adequada, e encontrada pela contra-espionagem russa. E, como usualmente nestas situações, o Governo britânico desmentiu. De resto, e durante muitas décadas, o Reino Unido recusou sempre que possuísse serviços de espionagem, que seria coisa ligada aos piores sentimentos e princípios. Bom, há uma década e meia, finalmente, lá se determinou a reconhecer que os mesmos existiam realmente e desde há muitas décadas.
Pois, desta vez, em torno do caso da pedra-espião, o ex-chefe de gabinete de Blair, em certo programa televisivo inglês, lá veio reconhecer a verdade que os russos de Putin tinham apontado: a pedra-espião, afinal, era mesmo uma estrutura da espionagem britânica, a operar na Rússia.
Claro que ninguém com um mínimo de conhecimento destes temas alguma vez terá pensado o contrário, para o que bastaria olhar a quem serviria tal artefacto e como poderia ser usado no plano público por qualquer dos contendores em causa. Como se tornava evidente, a pedra-espião só poderia servir, primacialmente, os interesses e a estratégia britânicos. E do Ocidente, claro está.
Simplesmente, este caso, tendo em conta o que se passou com as recentes eleições russas, de parceria com as inoportunas declarações de Hillary Clinton e MichailGorbachev, permite olhar para trás na História, percebendo, afinal, o que deverá ter-se passado com a morte de AlexanderLitvinenko. De molde que a pergunta a colocar é esta: tendo em conta este caso agora explicado da pedra-espião, a quem serviria a morte de Litvinenko? Bom, aos russos é que não era…
Hoje, depois de se saber, por fonte oficial, que a pedra-espião era britânica, percebe-se que o modo de pôr em causa Vladimir Putin terá determinado o homicídio de AlexanderLitvinenko. Os que se viram descobertos com a pedra-espião passaram, num ápice, a precisar de um argumento de aparência forte contra Putin. Esse argumento foi a morte de Litvinenko. Eu mesmo já há muito escrevi sobre esta realidade, mas muito longe dos efeitos da aceleração histórica agora protagonizados pelo antigo chefe de gabinete de Blair.
Mais recentemente, esta vertente de tentativa desacreditadora de Vladimir Putin continuou a ser tentada, mas de um modo muitíssimo fraco, tanto pela inoportuna intervenção de Hillary Clinton, como pelas reveladoras palavras de MichailGorbachev, de há muito reconhecido como um homem de mão dos Estados Unidos na Rússia. Uma realidade que vem já, no mínimo, do tempo de William Casey à frente da CIA. Enfim, fez-se luz sobre uma realidade que sempre havia sido para mim evidente.

Enviar um comentário